Terroir e Clima

O clima é fundamental na produção de bons vinhos, na Vinícola Ferreira temos o clima como grande aliado na qualidade dos vinhos, embora também traga alguns desafios na produção.

Nossos vinhedos estão localizados a mais de 1600m acima do nível do mar , portanto o clima predominante é o tropical de altitude.

Nesta região ocorrem verões chuvosos, com temperaturas amenas e com grande amplitude térmica entre o dia e a noite, podendo amanhecer a 7-8°C e chegar a 28-30°C durante a tarde contribuindo muito no equilíbrio entre açúcar e acidez das uvas. Favorecendo a qualidade do produto final: o vinho.

Defensivos

Nossa filosofia desde o início é a luta racional, “La Lutte Raisonnée” portanto visamos a menor intervenção possível nos vinhedos e nos vinhos, na Vinícola Ferreira temos o clima como grande aliado na qualidade dos vinhos, embora também traga alguns desafios na produção.

Buscando sempre o equilíbrio entre o vinhedo, a microbiologia, o solo, a fauna e a flora da nossa bela região.

O clima predominante na vinícola é o tropical de altitude que possui alta pluviosidade no verão, a solução que encontramos foi implantar o vinhedo 100% coberto com túneis. Embora chuvas no verão sejam um desafio para as parreiras, aqui costumamos fazer menos de 5 aplicações de defensivos anualmente, Isto corresponde a 10 % das aplicações feitas em vinícolas que não usam o sistema coberto ao redor do mundo. Isso se deve ao fato de que as folhas e frutos permanecem secas durante toda a fase vegetativa, reduzindo muito a incidência de patógenos nocivos à cultura das videiras. O equilíbrio da microbiologia nas plantas é um fator importante na redução do uso que defensivos agrícolas e no aumento da qualidade dos vinhos. Isto porque a aplicação de fungicidas elimina os fungos que fazem o controle microbiológico dos patógenos nocivos, fazendo com que a cada aplicação realizada, diminua a capacidade da própria planta de se defender naturalmente o que resulta em aplicações cada vez mais frequentes de defensivos para realizar o controle das doenças. Na luta racional, menos é mais.

La lutte raisonnée

La lutte raisonnée significa "a luta racional". Os produtores que praticam esse tipo de viticultura usam produtos químicos com menos frequência e menos agressividade do que os produtores convencionais. O vinho produzido a partir de uvas cultivadas dessa maneira é frequentemente distinguido pelo seu sabor, aroma mas principalmente pelos efeitos posteriores à ingestão do vinho.

Não causa “ressaca”.
 Conscientemente praticada, a Lutte Raisonnée pode estar muito próxima da agricultura orgânica. Mas a única coisa que impede um produtor racional de cultivar convencionalmente é sua consciência. Os produtores que afirmam usar essa abordagem não estão sujeitos a nenhum sistema de verificações nem limites acordados quanto ao que é permitido. Supõe-se que cada produtor se estabeleça um "limiar econômico". Em outras palavras, é o lucro, e não a necessidade, que governa o uso da intervenção química. Entre os produtores mais cínicos, também é o lucro que rege a decisão de se descrever como lutte raisonnée em primeiro lugar. É uma maneira de reivindicar status semi-orgânico sem ter que se comprometer com nada.

Na Vinícola Ferreira, primamos pela produção de vinhos de qualidade com uso mínimo de produtos químicos no cultivo das uvas e de nenhum produto para alterar artificialmente o vinho produzido.

the day after

No dia seguinte, você está acabado, meio zonzo e com uma batalha no seu sistema digestivo. Tudo isso sem contar a língua peluda, a sensação que o volume médio do mundo aumentou porque qualquer som parece alto e uma dor de cabeça que não vai embora. Isso, meu amigo, é a ressaca ou a reação do corpo ao abuso de álcool. E todo mundo tem uma receitinha caseira para curar o problema, por isso é melhor prevenir do que remediar.

Isso ainda está sendo estudado, mas alguns pesquisadores do National Institutes of Health dos EUA mostraram que não é só o álcool que afeta seu corpo e sim outros componentes (orgânicos encontrados em vinhos convencionais, aqueles usados para dar cor, acidez, tanino, sabor, corpo e textura aos vinhos). Quanto mais componente químico, pior a ressaca, já outro estudo recente provou que ressaca de uísque é duas vezes pior que a de vodca. E já houve especialistas que disseram que o vinho tinto, o rum, o brandy e o uísque são os piores causadores de males do dia seguinte.

O que todos concordam é que bons vinhos não dão ressaca. A qualidade dos nossos vinhos é sempre atestada no dia seguinte por aqueles que já provaram e continuam a tomar.